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EPISTEMOLOGIA · MÉTODO

Cento e vinte maneiras de ler uma história apagada

7 MIN DE LEITURA

Cento e vinte entradas para uma só tese: uma história apagada recuperada, uma técnica invisível tornada legível, um campo constituído.

POR QUE ESTE ARTIGO

Este artigo final nomeia todo o empreendimento do corpus: abrir, a partir de uma tese de doutoramento, cento e vinte portas distintas sobre uma história apagada e uma técnica invisível.

Muitas portas, uma tese

Cada um destes artigos é uma porta para uma única obra: uma tese sobre a história apagada e a técnica invisível da capoeira e das artes de combate negras. Os campeonatos e os manuais, a arena desportiva e os seus veredictos, as reinvenções da forma contemporânea, a lógica interna, o toque e o quase-toque, os desequilíbrios, o simulacro, o fluxo contínuo, e a família que vai das Caraíbas ao oceano Índico: cada um é uma faceta de um só argumento.

O que o corpus faz

Multiplicar as entradas não é diluir a tese mas torná-la percorrível. O leitor entra por onde quiser, por um combate, uma figura, um paradoxo, um método, e encontra, a partir de qualquer porta, o mesmo campo: as artes de combate negras, constituídas como um objeto digno da seriedade analítica que durante muito tempo lhes foi negada.

Por que importa

Cento e vinte leituras de uma tese são cento e vinte maneiras de recusar um apagamento. Juntas, mantêm um campo aberto, e convidam o leitor a mantê-lo aberto.

FONTES

La capoeira et les arts de combat noirs : histoire effacée, techniques invisibles (1905–1984), tese de doutoramento, Université des Antilles, 2020 (título e argumento geral: a história apagada, a técnica invisível, e a constituição do campo).

NO CORPUS

→ Artes de combate negras: o que são

→ Os três maiores grupos de capoeira foram fundados por homens brancos

→ As ancas que foram transformadas numa assinatura racial

COMO CITAR ESTE ARTIGO

MALO, Olivier. Cento e vinte maneiras de ler uma história apagada. In: Black Combat Arts Institute, Artigos [online]. N.º 120. 2026. Disponível em: https://www.blackcombatarts.com/artigos-pt/cento-e-vinte-maneiras-de-ler-uma-historia-apagada [acesso em data]. Adaptado da tese de doutoramento do autor, Université des Antilles, 2020.

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